11 de mai. de 2011

Minhas opiniões, idaí? Quem liga pra isso?

E já que comecei a falar sobre faculdade, vou começar a postar algumas coisas relacionadas, ao curso que estou fazendo.
Não que eu vá postar somente isso, mas vou tentar mostrar algo do que estou estudando (mesmo que ninguém leia isso aqui, que se foda!)

Logo após os videos e a fonte que vou colar aqui, vou expressar minhas opiniões a respeito deste assunto.

O texto abaixo é sobre uma disciplina que consta em todos os cursos (eu acho), "Análise Textual".
A primeira parte do assunto é sobre a lingua portuguesa, e a influência da linguagem "INTERNETÊS" que se vê hoje em dia, em chats e redes sociais:
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História da Escrita - do papiro ao computador - parte 1












Internetês



                                                                       











                                                                   

EVOLUSSAUM


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Variações linguísticas

O modo de falar do brasileiro

Alfredina Nery*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.
1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que nalíngua escrita;
2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 
3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões
Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. 
Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco.
Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho.
Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado.
Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe.
Simplificação da concordância: as menina/as meninas.
Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças.
Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora.
Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também).
Desnasalização das vogais postônicas: home/homem.
Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe.
Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor.
Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.

Variações regionais: os sotaques

Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil:

Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo.

Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil.

Antigamente
"Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio."

Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval.


Língua e status

Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas.

Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto:

O Poeta da Roça
Sou fio das mata, canto da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de paia de mío.

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argun menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.
Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastero, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.
(...)

Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa.

Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira".

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.

Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico.
*Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura.
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FONTES:

Videos: 
História da escrita – do papiro ao computador – parte 1”: http://www.youtube.com/watch?v=r7yeiRtc1fA&feature=related), 
Uma matéria sobre a escrita na Internet (http://www.youtube.com/watch?v=nn5YBRzKaCA)
Uma charge defendendo o Internetês (http://www.youtube.com/watch?v=FjZcfg9b8MY&feature=related).

Fonte da postagem - UOL: 
“Variações linguísticas - O modo de falar do brasileiro.”, disponível em 
http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm 
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Bom, aí vai a minha opinião a respeito:


Tenho vinte e oito anos, e por experiência própria, posso afirmar que peguei já mais "crescidinho" essa geração internet, no começo de quase tudo. E posso dizer que isso influenciou bastante em minha escrita, na minha época de adolescência. Eu me lembro muito bem que quando fazia redações tentava ficar não confundindo o modo como eu digitava, com o que eu deveria escrever algum texto, mas posso dizer com todas as palavras que já sou velho para ficar usando no meu "português não muito bom", uma palavra "vc", por exemplo. Hoje com a idade que tenho sei separar as coisas. Inclusive na própria internet, eu costumo tentar me policiar muito quanto a escrita, mas mesmo num chat qualquer utilizar um "vc" praticamente, é inevitável. 


O que ocorre hoje em dia, diferente da minha época, é que eu peguei o começo dessa escrita tipo "internetês". As crianças e adolescentes de hoje em dia são mais influenciadas, com toda essa grande inclusão digital. As pessoas tem cada vez mais condições de terem acesso a internet. Produtos eletrônicos (computadores, celulares... etc.) cada vez mais baratos no mercado, o acesso a internet ficou mais fácil as informações, e as redes sociais, praticamente dominam o mundo, a cada dia, de uma forma avassaladora. 

É claro que a língua portuguesa não pode ser esquecida, a sua escrita deve ser sempre valorizada. E apesar de ocorrer esse esquecimento de utilizar a escrita correta, em chats, e em redes sociais, eu diria que é quase impossível que nossa língua seja abreviada para sempre, e que se torne uma outra linguagem gerada na internet. As crianças e os adolescentes de hoje em dia, e até mesmo as pessoas mais velhas da nossa época, percebem que nem sempre há uma boa comunicação, mesmo que tudo seja abreviado, há uma grande confusão quando isso acontece. Mas mesmo assim acredito eu, que possa acontecer abreviações (ou diminuição de quantidade de palavras de mesmo significado) ao longo do tempo, mas nada de muita mudança!

Estácio de Sá - EAD

Resolvi esse ano estudar a distância, na Universidade Estácio de Sá. Comecei esse mês, mas já deveria ter começado final do mês passado (dia 25 de abril). 
Estou fazendo Serviço Social (mais ou menos), na verdade está muito confuso fazer esse curso, não pelo fato de ser a distância, e sim porque eu dei azar mesmo, minha noiva faz Sistema da Informação, mas deu mais sorte que eu, porque começou tudo direito, as aulas dela começaram na época prevista.

Mas no meu caso, está muita bagunça, tem videos antigos de aulas do ano passado, aos poucos estão ajeitando o acesso as aulas, ocorreram problemas técnicos, os professores não respondem todos os dias. Parece até que é pra eu não estudar nunca mais mesmo, parecia um aviso. Mas hoje em dia não posso mais desistir das coisas assim tão fácil.  Já estou com vinte e oito anos, e já acho que estou correndo muito contra o tempo perdido.

E aos poucos recentemente, as coisas "parecem" estar melhorando. Agora tenho pelo menos acesso a uma aula recente (desse ano), já é alguma coisa...
Mas enquanto fico nessa ansiedade de assistir video-aulas de outras disciplinas, pelo menos me contento com o conteúdo online.

O curso é bom, a faculdade é boa, só poderia ser mais organizada.

São Cristóvão de Bike 🚲